Perspectiva do subterrâneo
"So much trouble in the world and the sun is still blistering"
Sempre olhei para o que me rodeia como se tratasse de um mundo exterior do qual eu não fazia parte, nem queria fazer.
Nunca cheguei a saber se acontece com toda a gente em determinada altura. A mim, esta distância faz-me sentir diferente. Faz me sentir grande e ver as coisas na sua plenitude, belas e sublimes como qualquer outro fenómeno da natureza que apreciamos, apesar de não compreendermos.
Conviver todos os dias com sentimentos, personalidades, gestos, atitudes e acontecimentos que se arrastam para dentro da nossa vida levou me a viver numa espécie de distancia que se torna cada vez mais compensadora à medida que aprendi a ver estes acontecimentos como algo acima de tudo verdadeiro que exalta a própria natureza humana e que me permite aproximar de novo das pessoas e absorver e viver intensamente na minha perspectiva uma alegria e felicidade extremas, incompreensível. E isto via-o em tudo, principalmente quando os outros pareciam não ver. Posso ainda dizer que este estado parece-me directamente ligado ao subterrâneo e incorre no problema de levar a pessoa a um afastamento da realidade que por vezes não se compadece com as exigências sociais e profissionais do mundo em que vivemos. Mas é a faceta mais bela do subterrâneo e não podia deixar de partilhar pela forma como me fez acreditar que a essência boa das coisas e do espírito, tal como um milagre ou um fenómeno natural acontece diariamente basta mudar a perspectiva em que olhamos à nossa volta.
Conviver todos os dias com sentimentos, personalidades, gestos, atitudes e acontecimentos que se arrastam para dentro da nossa vida levou me a viver numa espécie de distancia que se torna cada vez mais compensadora à medida que aprendi a ver estes acontecimentos como algo acima de tudo verdadeiro que exalta a própria natureza humana e que me permite aproximar de novo das pessoas e absorver e viver intensamente na minha perspectiva uma alegria e felicidade extremas, incompreensível. E isto via-o em tudo, principalmente quando os outros pareciam não ver. Posso ainda dizer que este estado parece-me directamente ligado ao subterrâneo e incorre no problema de levar a pessoa a um afastamento da realidade que por vezes não se compadece com as exigências sociais e profissionais do mundo em que vivemos. Mas é a faceta mais bela do subterrâneo e não podia deixar de partilhar pela forma como me fez acreditar que a essência boa das coisas e do espírito, tal como um milagre ou um fenómeno natural acontece diariamente basta mudar a perspectiva em que olhamos à nossa volta.
Aprender a viver com o subterrâneo implica saber olhar para o que nos rodeia de uma forma diferente. Implica sentirmo-nos diferentes e ser essa diferença que nos distancia do comum. Talvez seja esse o motivo de sentirmos necessidade de encontrar uma espécie de alma gémea, capaz de compreender e olhar para as coisas belas e sublimes como nós olhamos. Talvez seja isso o amor e não apenas o sentimento egoísta de quem sente que partilha algo... quando apenas o possui por breves momentos do tempo.

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