Whatever happened to the world I once knew?
O meu primeiro post tem título em inglês. Porquê? É simples: porque foi assim que a frase saíu da minha mente.
Penso tantas vezes em inglês como em português; mais ainda, quando quero pensar numa frase simples, mas cujo conteúdo seja complexo. Porque em inglês há sempre "aquela" maneira de dizer as coisas, que no português soaria a banal.
Este foi o meu tópico para o dia de hoje: "onde está o mundo que eu conhecia? o que lhe aconteceu?". Já há muito que tento perceber o que se passou; para onde ele foi, e porque decidiu abandonar-me. Desde sábado que esse pensamento me voltou a assolar, como aquela alergia de Primavera de que já nos esquecemos, mas que insiste em voltar quando já não nos lembramos dela.
Eu era feliz, no meu mundo. Inocente, mas feliz. A minha vida era certa, segura, ao ponto de poder depender dela. E eu era feliz, na minha inocência - na minha ignorância...
Hoje sou menos ignorante. Descobri outras coisas - coisas novas - no meu mundo! Coisas maravilhosas; outras menos; outras nada. E deixei de ser feliz e inocente, naquela quase constante certeza.
Hoje sou Adão, depois de ter sido tentado com a maçã, e ter soçobrado. Vejo o mundo como ele é. Pior: vejo o mundo como ele não devia ser! Cruel, injusto, desumano... errado.
E não o percebo.
E não sei o que fazer.
E não sei se ainda sei viver.
Às vezes junto as energias que consigo reunir, e luto. Debato-me, e com ânimo e esperança removo as pedras do túnel que se acabou de desmoronar à minha frente. Uma a uma, elas vão desaparecendo, e a luz que outrora via ao fundo reaparece e aquece-me o rosto, como uma carícia de alguém que nos ama. Agora estou no pico da minha esperança, aquecida pela vontade de me reunir com a luz que me chama e me afaga o rosto; com determinação, removo as últimas pedras que me impedem de prosseguir... apenas para ser fustigado por um novo desmoronamento. As pedras que voltam a cair ferem-me - ferem a minha carne, e o meu espírito. Mais fraco, magoado, e com a esperança despedaçada, tenho que começar tudo de novo.
Para já - sozinho ou com alguma ajuda - tenho conseguido recuperar-me, e voltar à luta. Mas não sei se serei sempre capaz de o fazer. E não sei quanto mais tempo conseguirei aguentar.
Só sei que, de cada vez que recomeço, a esperança parece ser menor - e os desmoronamentos mais frequentes...
Penso tantas vezes em inglês como em português; mais ainda, quando quero pensar numa frase simples, mas cujo conteúdo seja complexo. Porque em inglês há sempre "aquela" maneira de dizer as coisas, que no português soaria a banal.
Este foi o meu tópico para o dia de hoje: "onde está o mundo que eu conhecia? o que lhe aconteceu?". Já há muito que tento perceber o que se passou; para onde ele foi, e porque decidiu abandonar-me. Desde sábado que esse pensamento me voltou a assolar, como aquela alergia de Primavera de que já nos esquecemos, mas que insiste em voltar quando já não nos lembramos dela.
Eu era feliz, no meu mundo. Inocente, mas feliz. A minha vida era certa, segura, ao ponto de poder depender dela. E eu era feliz, na minha inocência - na minha ignorância...
Hoje sou menos ignorante. Descobri outras coisas - coisas novas - no meu mundo! Coisas maravilhosas; outras menos; outras nada. E deixei de ser feliz e inocente, naquela quase constante certeza.
Hoje sou Adão, depois de ter sido tentado com a maçã, e ter soçobrado. Vejo o mundo como ele é. Pior: vejo o mundo como ele não devia ser! Cruel, injusto, desumano... errado.
E não o percebo.
E não sei o que fazer.
E não sei se ainda sei viver.
Às vezes junto as energias que consigo reunir, e luto. Debato-me, e com ânimo e esperança removo as pedras do túnel que se acabou de desmoronar à minha frente. Uma a uma, elas vão desaparecendo, e a luz que outrora via ao fundo reaparece e aquece-me o rosto, como uma carícia de alguém que nos ama. Agora estou no pico da minha esperança, aquecida pela vontade de me reunir com a luz que me chama e me afaga o rosto; com determinação, removo as últimas pedras que me impedem de prosseguir... apenas para ser fustigado por um novo desmoronamento. As pedras que voltam a cair ferem-me - ferem a minha carne, e o meu espírito. Mais fraco, magoado, e com a esperança despedaçada, tenho que começar tudo de novo.
Para já - sozinho ou com alguma ajuda - tenho conseguido recuperar-me, e voltar à luta. Mas não sei se serei sempre capaz de o fazer. E não sei quanto mais tempo conseguirei aguentar.
Só sei que, de cada vez que recomeço, a esperança parece ser menor - e os desmoronamentos mais frequentes...

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