Devolvido ao céu.
Nasceste com os pés bem assentes no chão. Mas sempre ansiaste mais.
Não te conformaste com a nossa natureza terrena, e quiseste subir mais alto, ir mais longe.
Foste um dos primeiros portugueses a ter a honra e o prazer de experimentar a sensação de sair do chão, e voar. Desde então, o teu mundo mudou, e também o nosso.
Voaste pelo mundo fora, guiado apenas pelo sol e pelas estrelas, quando a aviação ainda era uma aventura, temida por uns e desejada por outros. Experimentaste coisas fora do alcance da maior parte de nós, e cresceste com isso. Crescemos todos, com a tua partilha, com as tuas histórias - algumas quase épicas -, com a tua vida.
Depois, foram-te puxando para o chão, cada vez mais... Mas a tua mente nunca foi presa ao chão. O teu corpo não podia voar, mas a tua mente continuava a ir longe, trilhando os céus com os teus companheiros de aventuras... E sempre voltavas a casa para contar as histórias aos teus filhos, netos e amigos. E todos conseguíamos voar como tu, a ouvi-las.
No fim, perdeste a capacidade de falar, e já não conseguias partilhar as histórias conosco, mas víamo-las no brilho dos teus olhos...
Hoje, foste finalmente devolvido aos céus, para nunca mais voltar. Estás onde pertences. Bons voos, avô, e até sempre!
Não te conformaste com a nossa natureza terrena, e quiseste subir mais alto, ir mais longe.
Foste um dos primeiros portugueses a ter a honra e o prazer de experimentar a sensação de sair do chão, e voar. Desde então, o teu mundo mudou, e também o nosso.
Voaste pelo mundo fora, guiado apenas pelo sol e pelas estrelas, quando a aviação ainda era uma aventura, temida por uns e desejada por outros. Experimentaste coisas fora do alcance da maior parte de nós, e cresceste com isso. Crescemos todos, com a tua partilha, com as tuas histórias - algumas quase épicas -, com a tua vida.
Depois, foram-te puxando para o chão, cada vez mais... Mas a tua mente nunca foi presa ao chão. O teu corpo não podia voar, mas a tua mente continuava a ir longe, trilhando os céus com os teus companheiros de aventuras... E sempre voltavas a casa para contar as histórias aos teus filhos, netos e amigos. E todos conseguíamos voar como tu, a ouvi-las.
No fim, perdeste a capacidade de falar, e já não conseguias partilhar as histórias conosco, mas víamo-las no brilho dos teus olhos...
Hoje, foste finalmente devolvido aos céus, para nunca mais voltar. Estás onde pertences. Bons voos, avô, e até sempre!
