quarta-feira, agosto 17, 2005

Love Song For No One

Este é o mais recente hino da minha existência. Daquelas músicas que ouvimos a dada altura das nossas vidas, e com que nos identificamos imediatamente - tanto, que até parece que o autor as escreveu a pensar em nós.

Neste caso, a letra e a própria melodia não se podiam adaptar melhor à minha pessoa: já fiz tudo, faço, penso e sinto exactamente o que a primeira descreve, e a segunda é a "capa" perfeita para a primeira - uma aparência alegre, optimista e descontraída para uma essência de cansaço, desilusão e vaga esperança de um futuro mais risonho. Tento fazer da melodia o meu dia-a-dia, mas não consigo deixar de sentir e fazer aquilo que é o âmago da música, e o âmago de mim.


"Love Song For No One" - John Mayer

Staying home alone on a Friday
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it

I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
Get here

Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one

(...)

I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?
Oh no way

(...)

You'll be so good
You'll be so good for me...

quinta-feira, agosto 04, 2005

indignado....

...olho o mundo que me rodeia e vejo algumas maravilhas e tristezas. não consigo limitar-me à indiferença e procuro razoes. a razão leva-me dia após dia a rejeitar a religião e a ficar indignado com a fé do homem em deus. Qualquer fé em qualquer deus. Recuso me a ouvir proclamar um deus q e a explicação de tudo, o principio de todas as maravilhas e a consequência de todas as dores e de todo o sofrimento "pois os seus desígnios seguem caminhos misteriosos" - só quem não sofre realmente pode aceitar uma atitude passiva neste sentido.
Privilegiado, recuso-me a embarcar nessa ilusão e ficar a ver o mundo apodrecer pq "deus é grande". Não! Recuso-me por indignação!
Revoltado com a guerra, com a fome, com a morte, com o vicio, com a injustiça no mundo. Atribuo ao homem, única e exclusivamente a ele, a responsabilidade de ter criado o mundo tal como é e poder mudar esta situação por desígnio e vontade própria e de a explicar através de uma capacidade de adaptação e evolução natural. Aceito a incapacidade humana temporária para explicar todos os processos com um sentido de causa/consequência, principio/fim como motor da própria evolução... Passa por compreender e aceitar esta realidade, a possibilidade efectiva de vivermos num mundo melhor, à imagem do homem e não à imagem de deuses. O próprio conceito em si ( a imagem de deus ), é motivo de destruição da espécie criando à partida um paradigma que conduz hoje, tal como no passado, a mais destruiçao e mais sofrimento do homem em prol da fé.